Bloco de Notas Digital


O “actual” estado da educação

Publicado em educação, políticos por Zepovinho em 25/02/2007

O estado da educação tem sido muito comentado nos jornais e televisões. De um modo geral, tem havido um moviemto de apoio à actual equipa do ministério da educação. Toda a gente tem achado muito bem bater nos professores. Afinal de contas, são eles os culpados do estado da educação em Portugal nos últimos trinta anos…

Mas começam a surgir, aqui e ali, alguma reflexões menos positivas. Eduardo Prado Coelho (EPC), habitual comentador de tudo no jornal Público, e apoiante incondicional (?) do nosso primeiro ministro, veio recentemente desancar a equipa ministerial da educação, vejamos:

“Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas uma compreensão muito escassa da realidade concreta.” [ler o resto do artigo]

Artigo lido no blog: Anomalias >>>
A propósito, consultar também o blog A Educação Cor-de-Rosa >>>

Humor e educação

Publicado em educação, funcionários públicos por Zepovinho em 10/02/2007

O Humor é fundamental para nos fazer rir (e pensar). Não podemos passar sem nos rirmos dos outros, e de nós próprios, pois só assim nos manteremos mentalmente saudáveis.

Com tudo o que tem havido de negativo no campo da educação com este governos, há agora um pequeno/grande antídoto, o Anterozóide.

O efeito psicológico

Publicado em sporting por Zepovinho em 10/02/2007

No futebol, como na vida, ter vontade de vencer e acreditar nessa vitória é fundamental para vencer. O efeito psicológico de *acreditar* na vitória conduz-nos a um estado de espírito reforçado que nos protege e nos guia para ultrapassar os obstáculos.

Tal como escreveu António Gedeão (aliás Rómulo de Carvalho) o sonho comanda a vida:
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

Tudo isto a propósito do futebol. Como sportinguista gostei de ver o último jogo para o campeonato. Sporting x Nacional da Madeira. Tal como na vida, nem sempre as coisas nos correm de feição, mas num momento de inspiração tudo pode mudar, e depois é só ver tudo resultar.

Como o futebol é espantoso. Uma equipa em fase descrente passa 3/4 do tempo a perder, depois, num momento de inspiração individual, todos acreditam na vitória. Um jogador até aí apagado, Carlos Bueno, marca um golo, transfigura-se e leva a equipa a acreditar num dia sorridente. Este jogador marca 4 golos e ajuda a contabilizar uma grande vitória por 5-1, ainda por cima quando essa vitória ajuda outras pessoas.

Um jogo a não esquecer.

Referendo sobre a IVG

Publicado em portugueses por Zepovinho em 05/02/2007

Aproxima-se a data do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Ouvem-se argumentos a favor e contra. Por vezes, estes argumentos, são pouco inteligentes, mais parecem basear-se nas disputas partidárias ou nas perspectivas religiosas mais seguidistas.

Do meu ponto de vista estou decidido, vou votar pelo sim. Não acredito que alguém são de espírito faça um aborto de ânimo leve. Há gente pobre de espírito que fará abortos com alguma ligeireza, mas esses fá-lo-ão quer seja legal ou clandestino. Os que tiverem dinheiro para o fazerem em Espanha também não estão preocupados com o referendo.

Sou contra o aborto, e a discussão sobre quando começa a vida parece-me de uma animalidade brutal. Não me parece que haja dúvidas, a vida começa na concepção, mas não pretendo impôr a minha perspectiva a ninguém.

Creio que só na legalidade se pode apoiar as mulheres nas opções a tomar, em vez do aborto. Poderá ser aconselhada e apoiada. Se mantivermos a clandestinidade perde-se o controlo, não se poderá combater o aborto como opção (que nunca deveria ser considerada). Só com a descriminalização se poderá acabar com a hipocrisia, sabemos que existe o aborto, mas fazemos de conta que a lei o impede, mesmo que depois se venha afirmar que ninguém quer ver as mulheres no tribunal por terem abortado. Então as leis não são para cumprir? Acabemos com a hipocrisia na sociedade portuguesa, s.f.f.

Uma das posições mais serenas que vi pode ser analisada no Diário de Notícias de 05/02/2007. Parabéns à Joana Amaral Dias pela sua clareza de análise.