A alma portuguesa
Impressionou-me imenso a forma como os jogadores da equipa portuguesa de râguebi cantaram o hino nacional, a emoção e o empenho com que o fizeram revela, em meu entender, a alma portuguesa. São uma equipa amadora no meio de gigantes do râguebi. Como sempre nestas situações os portugueses transcendem-se e fazem das tripas coração. Não têm ilusões quanto aos resultados pelo que lutam com alegria e entusiasmo ao mesmo tempo que fazem história. Aqui pode ver-se o vídeo com a equipa a cantar o hino nacional.
A propósito veja-se esta fotografia no site do jornal Público.
Tenho pena que nem sempre consigamos ser assim…
A propósito, aqui há alguns anos o sr. ministro Paulo Portas enviou para as escolas um kit com a bandeira nacional e um CD com o hino, mas ninguém lhe ligou grande coisa. Depois veio o Euro 2004 e então, pela força do futebol, toda a gente desatou a andar com a bandeira e a assumir uma atitude “patriótica”. Os bons resultados desportivos ajudaram… Mas o mais curioso é que foi um estrangeiro (o Sr. Scolari) que contribuiu fortemente para tudo isto.
Afinal de contas quando temos motivos de orgulho todos assumimos o nosso patriotismo, mesmo que seja apenas no desporto.
Rede pública perde dez mil professores em dois anos lectivos
Nos últimos anos assistiu-se a uma inversão da tendência que vinha desde o 25 de Abril de 1974. O número de professores nos sistema público começou a baixar. Em contrapartida aumentou o número de desempregados licenciados. É um novo paradigma que se inicia. Os professores vão envelhecendo e cada vez há mais sobrecarga de trabalho. Se por um lado diminui a verba paga em salários, por outro, a sobrecarga de trabalho exigida aos professores que estão a leccionar vai degradar a qualidade do sistema público. Não há milagres…
Ler a notícia do DN de hoje com a notícia que dá o título a esta entrada.
Europa x EUA
Fala-se muito das vantagens da economia americana, por exemplo, no Expresso desta semana diz-se que é muito mais fácil um desempregado voltar a trabalhar nos EUA do que na Europa. Cerca de 50% dos desempregados, nos EUA, voltam a ter trabalho ao fim de uma semana. Em Portugal só acontece com cerca de 3,9% dos desempregados. É tudo muito bonito, mas será mesmo assim?
Vejam aqui uma opinião contrária. Talvez seja necessário sair do continente europeu para podermos ajuizar bem das vantagens da velhinha Europa.