A demoracia do PS (Partido do Sócrates)
35 anos após o 25 d Abril podemos ver um partido dito socialista no governo. Este partido governa este jardim à beira mar plantado com maioria absoluta no Parlamento. Posto isto todos podíamos pensar que estávamos entregues a políticos democratas e progressistas, mas tal não é verdade, de todo.
Veja esta notícia no PUBLICO:
Todos os enfermeiros do atendimento que estariam hoje de serviço, mais os enfermeiros que estiveram no turno da noite da linha Saúde 24 estão concentrados junto às instalações da Saúde 24, na Av. das Forças Armadas, em Lisboa, pelo que o serviço de atendimento ao público está sem funcionar desde as 8h de hoje.
São todos enfermeiros contratados a recibos verdes e estão concentrados à porta em sinal de protesto, pelo facto de o Conselho de Administração da LCS-Linha de Cuidados de Saúde (uma empresa do grupo Caixa Geral de Depósitos) ter despedido nos últimos dias sete enfermeiros do serviço de atendimento, quatro dos quais são testemunhas abonatórias da enfermeira num processo que a empresa moveu à enfermeira supervisora Ana Rita Cavaco, na sequência da carta que um grupo de enfermeiros da Saúde 24h escreveu, em Outubro, à ministra da Saúde, informando-a “do caos organizativo em que o serviço estava a funcionar”.
Os outros três enfermeiros agora dispensados integravam a equipa de Ana Rita Cavaco, que entretanto também foi suspensa pela administração por entender que a sua presença nas instalações “perturbava o funcionamento do serviço”.
O PÚBLICO sabe que o director-geral da Saúde, Francisco George, já foi informado da situação.
Enfim, a democracia no seu melhor.
Leia-se também os comentários das pessoas que escrevem em relação a esta notícia.
Por mim selecciono este:
|
10.01.2009 – 11h48 – Helder Antunes, Lisboa
|
|
Existe uma empresa LCS? Linha de Cuidados de Saúde? Tem um conselho de administração e tudo? Tem negócios, um plano estratégico, trabalhadores à peça e tem clientes? O ministério da saúde? Que lhe faz gratuitamente publicidade em cada esquina da cidade. Mas então é uma empresa pública ou privada? Tem os lucros de uma privada, tem a gestão de uma privada, ou seja trabalho semi-escravo sem direitos, nem sequer o de avaliar as suas próprias falhas, mas é também pública porque tem o “busines” assegurado, sem concorrência. Será esta mais uma medida corajosa, justa, moderna dp governo PS. A total promiscuidade entre boys, dinheiros públicos ao serviço de Conselhos de Administração, para gerir a seu belo prazer. Nem sequer meia dúzia de postos de trabalho digno criam. É só coragem, rumo, modernidade, etc,etc. Venham os idiotas, ignorantes, inconscientes defender a grande obra de Sócrates. O pior cego é o que não quer ver.
|
Para entender a crise financeira
Não entendem as razões da actual crise financeira?
Eu também não! Mas aqui ajudam-nos a entender.
Este governo não serve!
Vasco Graça Moura
Escritor
O verdadeiro balanço político nacional do fim do ano de 2008 é fácil de fazer e cabe em quatro palavras: este Governo não serve! Ao longo dos 12 meses que passaram foi isso exactamente o que ficou demonstrado em todas as áreas.
O Governo não construiu nem apresentou soluções válidas. Pensou tudo em função do ano de 2009 e dos três actos eleitorais que nele hão-de ter lugar.
Alucinado com essa perspectiva, o Governo mostrou ser apenas capaz de propaganda intensiva e descabelada, na comunicação social e fora dela.
Fez promessas e, como de costume, não as cumpriu.
Falhou em toda a linha.
Anunciou melhorias quando as coisas estavam a piorar e depois desculpou-se com as piorias.
Tornou-se uma caricatura de si mesmo, obstinando-se em reivindicar os resultados mais inverosímeis.
Deu o dito por não dito, sempre que lhe apeteceu e com a maior desfaçatez.
Gozou de uma considerável impunidade na comunicação social e na opinião pública.
Na verdade, este Governo andou sucessivamente a desfrutar os portugueses.
E foi tomando conta de sectores-chave, colocando os seus peões em postos fundamentais de comando, chamando a si o controlo de bancos, empresas e projectos de interesse estratégico e estruturante.
Não resolveu um único dos grandes problemas do País, antes contribuiu para que todos se agravassem e para que as soluções venham a sair mais caras.
Não teve prudência, nem coragem nem competência.
Não soube escapar à tentação dos projectos faraónicos que continua a anunciar.
Não soube ouvir mesmo aqueles que lhe es- tão próximos e se mostraram alarmados com essas perspectivas.
Não soube utilizar os fundos europeus, provocando atrasos inadmissíveis na sua aplicação, com o intuito de concentrar tudo no ano eleitoral de 2009.
Não soube estimular o investimento privado, nem modular devidamente o investimento público.
Não soube aliviar a carga fiscal mais pesada e asfixiante da União Europeia, nem diminuir a despesa e o peso do Estado.
Não chegou a nenhum resultado expressivo no tocante à desburocratização e à descentralização.
Não conseguiu tirar Portugal da cauda da Europa de todos os indicadores importantes.
Não soube estimular o tecido empresarial das pequenas e médias empresas, nem encontrar formas de apoio adequado para elas.
Não foi capaz de pensar a solidariedade e a coesão social em função dos aspectos mais graves e chocantes.
Não soube resolver os problemas da Saúde.
Muito menos resolveu os da Educação e do Ensino Superior ou os da administração da Justiça.
Não soube assegurar a segurança de pessoas e bens.
Não foi capaz de elaborar um Orçamento realista e credível.
Da falta de governação prudente e competente, segue-se agora uma muito maior exposição aos efeitos negativos da crise internacional.
O Governo não conseguiu estimular ou desenvolver eficazmente qualquer dos aspectos que poderiam ter tornado o País mais bem preparado para fazer face aos grandes problemas e desafios: educação, inovação, competitividade, qualificação profissional, plano tecnológico, educação ao longo da vida, novas oportunidades. Em todas ou quase todas essas áreas se sucederam as inverdades propagandísticas com amplo patrocínio e descarada participação do Governo.
Não conseguiu sustar nenhum dos aspectos que prenunciaram a crise e se agravaram (e vão agravar ainda mais) a partir dela: encerramento e deslocalizações de empresas, falências, aumento do desemprego, quebra de produtividade, crescimento negativo, desigualdade crescente de rendimentos, risco real de pobreza e de exclusão social, desânimo generalizado.
O catálogo poderia ser levado muito mais longe.
Graças ao Governo, Portugal é hoje uma entropia funerária, isto é, uma medida de avanço para o caos.
É patente que este Governo não serve.
Se não serve, há que substituí-lo o mais depressa possível.
O PSD tem de garantir que isso vai acontecer. De resto, só o PSD tem condições para fazê-lo.
O ano de 2009 abre todas as possibilidades nesse sentido. O balanço de 2008 mostra o caminho para 2009.
Pessoalmente não tenho a certeza que seja o PSD a ter condições para melhorar o atoleiro em que estamos, mas antes de mais nada é preciso mudar de políticas e de atitude. Chegar de enganar os portugueses e de lhes criar uma ilusão de propaganda.