Bloco de Notas Digital


Roubar o Sporting

Publicado em diversos, sporting por Zepovinho em 22/03/2009

O Benfica ganhou a Taça da Liga 2009. Parabéns ao Benfica.
O Benfica ganhou a Taça da Liga 2009. Ganhou mas não a mereceu.
O Benfica ganhou a Taça da Liga 2009. Ganhou a taça porque o árbitro “inventou” um penalti.
O Benfica ganhou a Taça da Liga 2009. Ganhou mas não jogou para isso.
Em Portugal tem de haver honra nas coisas que se fazem. Assim continuamos a afundar-nos na miséria humana. Vale tudo para atingir os fins?
Há erros colossais e ninguém é responsabilizado?
Que educação damos aos nossos filhos?
Vale tudo para enganar o parceiro do lado?
Quando toda a gente vê que há um roubo, aceitamos?
Onde estão os responsáveis?
Há mais vida para além do futebol, mas este também faz parte da vida. E não podemos aceitar viver na mentira, no roubo, na falcatrua.

Estou revoltado. Sou sportinguista e não gosto de ser roubado, muito menos por um senhor que não joga à bola, mas prejudica quem o faz. Há que respeitar as pessoas e honrá-las. Há que respeitar os jogadores, os sócios e dirigentes do SCP e todos os portugueses que se revêm no Sporting.

SPORTING Sempre!

Fonte de informação:
Sangue Leonino
Site do SCP

ERC e a comunicação social

Publicado em liberdade de informação, políticos, portugal por Zepovinho em 21/03/2009

Recentemente um dirigente do PS queixava-se que a TVI, em particular o Jornal da Noite das sextas-feiras era um atentado ao profissionalismo e sentido ético dos jornalistas. Chegando mesmo a apelar à intervenção da ERC. E porquê? Porque o PS acha que há um ataque injustificado ao PS e ao primeiro ministro. Sobre o recente episódio do anúncio da RDP, e peerante as várias queixas de desrespeito pelo direito à manifestação, então agora o governo do PS diz que não intervém na política editorial da RDP.

Isto até parece uma comédia, mas não, é apenas o PS a condicionar a informação.

Declarações de José Lello + JN + SOL

Resposta de Moniz

Amordaçar

Publicado em políticos, portugal, portugueses por Zepovinho em 20/03/2009

A democracia é uma coisa muito bonita, mas ás vezes, é incómoda para quem exerce o poder pelo que há que cercear o direito a cada um se pronunciar. Umas vezes é feito às claras, outras vezes usam-se técnicas mais subliminares. O último anúncio da Antena 1 é um bom exemplo. Aparece uma imagem de uma manifestação e vê-se uma pessoa (sozinha) num carro. Ouve-se a voz da emissora a informar que existe uma manifestação e o condutor pergunta contra quem é essa manifestação. Ao que a voz da emissora responde “É contra si. É contra quem quer chegar a tempo”.

Mas que maravilha de anúncio. Mais grave ainda se nos lembramos que é da emissora estatal. Para não atrapalhar quem quer chegar a tempo o melhor mesmo é que não haja nenhuma manifestação. Assim tudo seria perfeito. Viva a democracia.

Fonte da informação – Jornal PUBLICO

Mais notícias no PUBLICO

Novo anúncio da Antena 1 é ataque ao sindicalismo, diz CGTP

20.03.2009, Maria Lopes

Intersindical apresenta queixa contra spot da rádio pública a criticar manifestações. Carvalho da Silva fala em “atitude de subserviência” ao Governo

A A RTP está a emitir um spot publicitário de promoção à informação da rádio Antena 1 que contém críticas negativas sobre as manifestações. O anúncio vai motivar uma queixa formal da CGTP ao Conselho de Opinião da RTP, estando a central sindical a analisar também levar o caso a outras entidades de regulação.
O anúncio de meio minuto mostra carros parados e, num deles, com o rádio ligado na Antena 1, a jornalista Eduarda Maio – uma das principais vozes da rádio pública e autora do livro Sócrates: O Menino de Ouro do PS, a biografia autorizada do primeiro-ministro lançada em 2008 – diz ao condutor que há ali uma manifestação. Quando este lhe pergunta contra quem é o protesto, Maio responde-
-lhe que é contra ele e “contra quem quer chegar a horas”.
“Isto não é apenas uma crítica velada; é um ataque expresso ao sindicalismo”, acusa o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, dizendo ainda acreditar que só “por pura coincidência a voz off do anúncio é a da autora do livro de valorização do primeiro-ministro”. Eduarda Maio já foi protagonista da anterior campanha da Antena 1, em que se sentava ao lado dos ouvintes para simbolizar a proximidade da estação com o auditório.
Carvalho da Silva lembra que o direito de manifestação é um direito constitucional. “A concepção individualista apresentada no spot não configura a missão de serviço público a que a rádio pública está adstrita, antes parece reflectir uma atitude de subserviência a posições de incómodo manifestadas pelo Governo relativamente à contestação das suas políticas.”
Já João Proença, secretário-geral da UGT, ainda não viu o anúncio mas critica os termos empregues: “Nesses termos o anúncio é infeliz e põe em causa um direito fundamental que é o direito de manifestação”, disse ao PÚBLICO. Até ontem à noite não fora feita qualquer queixa junto dos provedores da rádio e TV públicas.
Nos últimos dias, CGTP e Governo trocaram recados sobre a manifestação que, na última sexta-feira, juntou 200 mil pessoas em Lisboa contra as políticas económicas e sociais do Governo. O número não impressionou José Sócrates, que lamentou que “manifestantes e dirigentes tivessem enveredado pelo insulto”.

A questão das avaliações

Publicado em funcionários públicos, opiniões, portugueses por Zepovinho em 05/03/2009

Uma vez mais o Sr. Director do DN prima de uma forma enviesada de crítica aos funcionários públicos. Assume que estes não querem ser avaliados, ponto final. Mas o que sabe ele? Será que os funcionários não querem mesmo ser avalaidos? Ou contestam a avaliação que este governo lhes quer impôr?

No DN de hoje lê-se:

Tribunais. A nova avaliação que o Governo quer aplicar a toda a administração pública está a gerar polémica nos tribunais. Os profissionais temem que o sistema se baseie apenas na quantidade de processos despachados e lembram que isso não está nas mãos dos funcionários mas na dos juízes.

O Governo quer avaliar os funcionários judiciais consoante o números de processos que despacham, cobranças que fazem e actas que concluem. Isto, no âmbito do sistema de avaliação do desempenho que o Executivo quer aplicar a todos os trabalhadores da administração pública. E tal como os médicos e professores, também os funcionários judiciais não aceitam este novo modelo que dizem “estar cheio de falhas”. 

Fernando Jorge, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ – a estrutura sindical que se encontra neste momento a negociar o estatuto com a Direcção-Geral da Administração da Justiça – considera que o sistema de avaliação “está cheio de problemas”.

Isto porque o novo sistema estabelece objectivos quantitativos e avalia a sua concretização. “Mas isso pode ser impossível de cumprir porque dependemos de vários organismos e da lei”, refere o líder sindical, alertando: “Basta um juiz dar menos despachos que os estabelecidos nos objectivos para que o funcionário tenha avaliação negativa”.”

É claro que os funcionários querem ser avaliados, mas contestam, isso sim, a avaliação que o governo quer impôr.

Este governo quer quantificar o que não é quantificável. Tudo para justificar, não a qualidade do serviço, mas a redução da despesa salarial. Aliás, para que serve a avaliação? Para quantificar o trabalho? A avaliação deve servir como forma de avaliar a qualidade (eventualmente, nalgus aspectos, a quantidade) e deve ser formativa. Deve apontar os aspectos positivos e negativos do trabalhador para que este possa melhorar os aspectos negativos e reforçar os aspectos positivos. Só assim todos beneficiarão com a avaliação. O que o governo quer só vai criar climas crispados nos locais de trabalho e benefício nulo.

Posto isto, é completamente revoltante ler o Editorial do DN. O seu autor (o director do jornal?) é tendencioso e pouco honesto intelectualmente ao fazer as afirmações levianas que faz. Aliás basta atentar no título do editorial “Quem tem medo das avaliações”. Não são os funcionários públicos. Se calhar é o governo. Portanto, haja mais coerência e decência na forma como se refere aos funcionários públicos. 

Fontes de informação:
Editoral do DN
Notícia sobre avalição dos funcionários da Justiça 

Lucros vs Desemprego

Publicado em economia, políticos, portugal por Zepovinho em 05/03/2009

No nosso país há coisas muito curiosas. Há empresas, como a Galp, que têm lucros fabulosos, mesmo neste tempo de crise. Mas mesmo assim ainda há quem ache que a forma de sair da crise é sacrificar os trabalhadores, aqueles que vivem do seu salário, mesmo que não tenham nenhuma responsabilidade na crise que atravessamos.

Vejamos esta notícia:
O lucro da Galp Energia no exercício de 2008 cresceu 14 por cento para 478 milhões de euros, anunciou ontem a petrolífera. Para este resultado contribuiu em muito o resultado do último trimestre de 2008, período em que a companhia registou um aumento de quase 200 por cento dos seus lucros, que foi de 125 milhões neste trimestre (mais 198,8 por cento).
Dois factores contribuíram fortemente para este comportamento: o chamado time lag, que é a diferença de tempo de acerto dos preços da petrolífera pelos valores internacionais e que permitiu à empresa encaixar 105 milhões de euros. O aumento das margens de refinação em 25 por cento, deu também mais 32 milhões de euros positivos à Galp.“ 
 

Para mim ainda é mais incrível quenado as pessoas que vêm propor reduções de salários para os trabalhadores são quadros ou ex-quadros de grandes empresas ou instituições públicas como o Banco de Portugal. Pessoas que receberam, ou recebem, bons vencimentos (ou reformas). Assim é fácil pedir sacrifícios aos outros…

Para cúmulo ainda há a notícia de que os eurodeputados vão passar a ganhar o dobro. Como se vê há uma enorme crise e é necessário que os políticos sejam os primeiros a dar o exemplo. Qual exemplo? Aumentar os seus vencimentos para o dobro, claro!

Fontes de informação:
Galp
Declarações de Silva Lopes
Vencimento dos eurodeputados