O PS e os défices do Orçamento
Quando o PS chegou ao poder em 2005 fez uma grande “fita” dizendo que não sabia que o défice atingia os 6%. Para justificar essa ignorância usou (e abusou) do Sr. Vítor Constâncio para realizar um estudo (supostamente independente) em que comprovou o valor do défice. Não compreendo como os políticos se candidatam a eleições desconhecendo a situação do país e, concretamente, do défice. É que no mínimo mentiram durante a campanha eleitoral pois as políticas que propunham não poderia, ser levadas a cabo pois o valor do défice assim impediria. É claro que a “fita” pegou e os portugueses acreditaram na inocência do PS e do Sr. Eng. Sócrates.
Depois foi o que se viu, aumento de impostos e aperto com as contas do Estado e com os funcionários públicos.
Nas últimas eleições vários políticos e economistas, não alinhados com o PS, chmaram à atenção que o valor do défice que o governo apontava não era verdadeiro. Lembra-se que o governo falava em cerca de 5%. Nas elelições fizeram o papel de coitadinhos que foram apanhados pela crise internacional. A maior crise de todos os tempos e que afectava todos os países… blá, blá…. E claro que continuaram a prometer mais políticas ditas sociais, mais despesa, etc.
Muitos portugueses voltaram a votar no PS e agora este partido regressa à carga com nova “fita”. Afinal o défice que era de 5% já é de 8% (ou mais, quem sabe?). Mas a culpa volta a não ser do PS, mas da redução de receitas.
Enfim, este PS é uma carga de equívocos e mentiras. A culpa nunca é do partido, nem das suas políticas. É sempre de outros, da crise ou da redução de receitas.
Acredita quem quer. Eu, claramente, não neste PS.

Dinheiros públicos
Vivemos numa crise econónica, o Estado apresenta um elevado défice, mas mesmo assim ainda há quem se comporte como um nababo dos reinos do petróleo. Só com o dinheiro que não é seu.
Além da crise económica vivemos também, e cada vez mais, uma crise de valores. Como explicar que gestores públicos façam uso de dinheiros públicos para pagar uma homenagem à Secretária de Estado? Porque naõ o fizeram com oseu próprio dinheiro? Isto, para mim,como cidadão de um país europeu, no séc. XXI é totalmente inaceitável. É mais uma farpa no nosso pobre, triste e desgovernado país.
Empresas públicas de transportes pagaram almoço de homenagem a Ana Paula Vitorino
Para umas coisas há dinheiro, mas para outras, de âmbito social, como o ordenado mínimo, então já não dinheiro.
Criatividade juvenil
LIPDUB – I Gotta Feeling (Comm-UQAM 2009)

A música dos funcionários públicos (de Portimão)
Somos Funcionarios Publicos!

Paulo Bento e o futuro do SCP
Porque partilho da opinião deste jornalista aqui vai:
A conferência de imprensa organizada para explicar a saída de Paulo Bento serviu para confirmar que o Sporting tinha um treinador com carácter, íntegro e corajoso, afinal de contas, nada que já não se soubesse. Mas também para se perceber que José Eduardo Bettencourt não aprendeu muito com uma situação idêntica passada há mais de quatro anos naquela mesma sala.
De facto, a única verdadeira diferença foi que Dias da Cunha decidiu, na altura, acompanhar José Peseiro na demissão, enquanto Bettencourt assumiu que nunca seria “capaz” de despedir um treinador cujo abandono considera uma “perda irreparável”. Por outro lado, Bettencourt confessa que Paulo Bento sai em resultado da sua própria lucidez e capacidade de ler a situação e de não misturar conhaque com trabalho. Independentemente do claro contra-senso, salta à vista que, ao dizê-lo, o presidente leonino acabou por reconhecer que a relação profissional entre o presidente e o treinador esteve e estaria sempre condicionada pela forte componente humana que os une. É uma assumpção que pode ser muito honesta, mas que parece estranha e muito discutível vinda de alguém que ainda há bem pouco desempenhava funções de grande responsabilidade no sistema bancário. E é-o também por partir de quem lidera uma Sociedade Anónima Desportiva, onde se exige um rigor e uma gestão pautada acima de tudo pelo pragmatismo e racionalidade.
Mais do que fazer a sua própria leitura da situação e apontar o caminho futuro, Bettencourt assumiu estar ali basicamente para fazer a homenagem de quem ia sair, um “momento doloroso”. O que parece legítimo e até lhe ficaria bem, não fosse a oportunidade ter sido também aproveitada para fazer uma espécie de ajuste de contas com muitos daqueles que foram criticando o clube e Paulo Bento e que, ironizou Bettencourt, “só têm certezas”. Um erro, porque o momento devia era ter sido aproveitado para contribuir para a pacificação da nação sportinguista, cuja generalidade dos seus membros até se têm mantido surpreendentemente pacientes face à deprimente incapacidade da equipa de produzir (bom) futebol.
Que Bettencourt se mostrasse afectado pelas circunstâncias até era compreensível, mas já não o foi vê-lo responder de forma excessivamente nervosa e desabrida a algumas questões colocadas pelos jornalistas, usando até expressões que não o dignificam. Vá lá que teve pelo menos a decência de pedir imediatamente desculpa, após responder ao jornalista do PÚBLICO que o próximo treinador será do “sexo masculino e caucasiano”. Bettencourt tem mostrado, desde a primeira hora, a intenção clara de utilizar um discurso e uma postura mais próximos dos adeptos anónimos, podendo isso até fazer parte da actual estratégia de conquista de novos sócios. Mas os seus excessos na verve e na postura começam a não agradar apenas àqueles que se habituaram a ver Alvalade como a sede de um clube elitista e aristocrata.
Pelo contrário, Paulo Bento distinguiu-se pelo discurso sereno e frontal, mesmo que aqui e ali algo redondo, como é hábito. Disse o que se impunha, mostrou lucidez até na forma como reconheceu ter cometido um erro quando não teve coragem de recusar o repto do amigo Bettencourt e acabou por colocar o coração à frente da razão. E principalmente quando deixou claro que não sai pelos maus resultados nem pela pressão dos adeptos ou da opinião pública ou publicada. Sai, digo eu, porque se sente impotente para reverter a situação. Daí ter insistido que se demite “pelos jogador e pelo Sporting”. Foi o último serviço prestado por um treinador a quem, no Sporting, só se fará a devida justiça daqui a algum tempo, quando a espuma dos últimos meses desaparecer. Então, talvez se venha a perceber melhor o que, a 300 quilómetros de distância, quis dizer Jesualdo Ferreira, quando afirmou que “a sua carreira começou hoje”…
Pode ler a notícia no PUBLICO on-line.

