Esta semana, o Presidente da República posicionou-se a meio caminho de tudo e de todos. Ficou instalado numa zona de conforto político pessoal. Pode, até, no futuro, ter oportunidade para de novo dizer – se as coisas correrem mal ao Governo, e por consequência ao País – “eu bem avisei”.  Só que Portugal nesta altura dispensava um passivo vigia de serviço. Precisava de um PR que apontasse um caminho com convicção e tivesse a coragem de o levar até ao fim.

A Europa aproxima-se rapidamente do momento limite para gerar uma solução para os problemas financeiros
da Zona Euro. Amanhã, dia de Conselho Europeu e de cimeira dos 17 países com a mesma moeda, é uma data importante nesse sentido. Como uma equipa que já não depende apenas dos seus resultados, esperemos que tudo comece, enfim, a correr bem…

Enfim é a política à portuguesa. Muita conversa mas atos e atitudes dignas não há. Entretanto os funcionários públicos ficam entalados e com menos dinheiro a ver a economia paralela a grassar e os políticos a receber os seus subsídios, pois claro.

Fonte: http://www.dn.pt/