A música dos funcionários públicos (de Portimão)
6 Novembro, 2009
Somos Funcionarios Publicos!

Para não esquecer o 25 de Abril
26 Abril, 2009
Hoje, infelizmente, sentimos saudade da alegria e da utopia que foram os primeiros dias do 25 de Abril de 1974. Muitas das promessas, e ilusões, desses dias ainda estão por cumprir. Com o actual governo do PS estamos a regredir em vários aspectos sociais e democráticos. A corrupção e os interesses do capital estão de volta. Há cada vez mais desemprego e descontentamento social, mas para alguns há dinheiro com fartura. Alguns elementos da chamada “classe política” estão bem instalados no aparelho do Estado ou nas grandes empresas. Há uma democracia, quanto mais não seja do ponto de vista formal. Mas há cada vez mais medo dos patrões, do desemprego, de desagradar aos chefes, de perder o emprego. Vivemos muita da insegurança que se vivia em 1974. Não há guerra colonial, é certo. Não há polícia política, não há censura. Mas há uma pressão para não levantar a cabeça, há processos crime aos jornalistas que ousam escrever coisas que o Sr. Engenheiro não gosta. Há uma constante pressão sobre os funcionários públicos, uma desvalorização das suas funções. A escola pública está subjugada pela política da estatística e da burocracia. E, finalmente, a classe média está a perder a capacidade de respirar, pressionada que está com a crise económica. Afinal de contas é esta mesma classe média que tudo paga neste país e pouco recebe em troca.
Para homenagear o 25 de Abril veja-se este filme em que a Amália Rodrigues canta a “Grândola Vila Morena”.

É a crise? Post 2
15 Abril, 2009
Apesar da crise há alguns cromos deste país que têm recebido ordenados bem chorudos. São pessoas muito bem colocadas que aparecem muitas vezes nas TVs a comentar a situação do país e do mundo. Dão palpites, dizem que temos que fazer sacrifícios. Alguns dizem até que os vencimentos, em Portugal, têm de baixar para combater a crise. E eles? Que sacrifícios fazem?
Pois veja-se este vídeo para obter resposta a esta questão:
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Jornal+da+Noite/2009/4/edicao-de-13-04-2009-1-parte.htm
A questão das avaliações
5 Março, 2009
Uma vez mais o Sr. Director do DN prima de uma forma enviesada de crítica aos funcionários públicos. Assume que estes não querem ser avaliados, ponto final. Mas o que sabe ele? Será que os funcionários não querem mesmo ser avalaidos? Ou contestam a avaliação que este governo lhes quer impôr?
No DN de hoje lê-se:
“Tribunais. A nova avaliação que o Governo quer aplicar a toda a administração pública está a gerar polémica nos tribunais. Os profissionais temem que o sistema se baseie apenas na quantidade de processos despachados e lembram que isso não está nas mãos dos funcionários mas na dos juízes.
O Governo quer avaliar os funcionários judiciais consoante o números de processos que despacham, cobranças que fazem e actas que concluem. Isto, no âmbito do sistema de avaliação do desempenho que o Executivo quer aplicar a todos os trabalhadores da administração pública. E tal como os médicos e professores, também os funcionários judiciais não aceitam este novo modelo que dizem “estar cheio de falhas”.
Fernando Jorge, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ – a estrutura sindical que se encontra neste momento a negociar o estatuto com a Direcção-Geral da Administração da Justiça – considera que o sistema de avaliação “está cheio de problemas”.
Isto porque o novo sistema estabelece objectivos quantitativos e avalia a sua concretização. “Mas isso pode ser impossível de cumprir porque dependemos de vários organismos e da lei”, refere o líder sindical, alertando: “Basta um juiz dar menos despachos que os estabelecidos nos objectivos para que o funcionário tenha avaliação negativa”.”
É claro que os funcionários querem ser avaliados, mas contestam, isso sim, a avaliação que o governo quer impôr.
Este governo quer quantificar o que não é quantificável. Tudo para justificar, não a qualidade do serviço, mas a redução da despesa salarial. Aliás, para que serve a avaliação? Para quantificar o trabalho? A avaliação deve servir como forma de avaliar a qualidade (eventualmente, nalgus aspectos, a quantidade) e deve ser formativa. Deve apontar os aspectos positivos e negativos do trabalhador para que este possa melhorar os aspectos negativos e reforçar os aspectos positivos. Só assim todos beneficiarão com a avaliação. O que o governo quer só vai criar climas crispados nos locais de trabalho e benefício nulo.
Posto isto, é completamente revoltante ler o Editorial do DN. O seu autor (o director do jornal?) é tendencioso e pouco honesto intelectualmente ao fazer as afirmações levianas que faz. Aliás basta atentar no título do editorial “Quem tem medo das avaliações”. Não são os funcionários públicos. Se calhar é o governo. Portanto, haja mais coerência e decência na forma como se refere aos funcionários públicos.
Fontes de informação:
Editoral do DN
Notícia sobre avalição dos funcionários da Justiça
Finalmente, ao fim de 10 anos, um aumento que se veja
20 Dezembro, 2008
É preciso regressar a 1999 para encontrar um ano em que os funcionários públicos tenham obtido um aumento salarial de tabela superior à taxa de inflação. Na altura, o Governo liderado por António Guterres ofereceu um acréscimo de rendimento de três por cento e a taxa de inflação cifrou-se no final do ano em 2,3 por cento.
Desde esse momento até agora, apenas más notícias para os trabalhadores do Estado. Ou a crise orçamental acentuava-se e o Executivo pura e simplesmente congelava o valor dos salários ou então os aumentos salariais eram baseados numa previsão de inflação errada e que depois, na prática, levava a mais uma perda do poder de compra.
Mas em 2009, tudo aponta para que, passados 10 anos, volte a registar-se um aumento de salários superior à inflação. A actualização dos vencimentos já está decidida. Na negociação com os sindicatos, o Governo apresentou logo de início aos sindicatos uma proposta de 2,9 por cento (baseada numa previsão para a inflação de 2,5 por cento) e ao fim de várias reuniões não efectuou qualquer mudança.
PUBLICO, 20/12/2008
O poder corrompe
30 Maio, 2007
Cada vez mais me convenço que o poder corrompe. Muitos já afirmaram isto, mas cada ano que passa na minha vida mais me apercebo desta verdade. Só assim se compreende que face à Greve Geral de hoje, os políticos que estão no governo deste país, de um partido dito socialista façam os comentários sobre a greve que acabei de ouvir na televisão.
Como é que um partido socialista (!?) gerou tais políticos? Como é possível querem ter uma lista dos funcionários públicos que fazem greve? Como é possível dizerem que não querem entrar numa “guerra de números” com os sindicatos e depois aparecerem dois secretários de estado a debitar números sobre a greve. Como é possível dizerem que houve 14,77% de adesão à greve. Catorze vírgula setenta e sete por cento? Fantástico! Estupenda precisão, para quem não quer entrar na guerra dos números.
Enfim, é o país que somos com os políticos que merecemos!
Humor e educação
10 Fevereiro, 2007
O Humor é fundamental para nos fazer rir (e pensar). Não podemos passar sem nos rirmos dos outros, e de nós próprios, pois só assim nos manteremos mentalmente saudáveis.
Com tudo o que tem havido de negativo no campo da educação com este governos, há agora um pequeno/grande antídoto, o Anterozóide.
Função Pública
25 Novembro, 2006
Nos últimos tempos os funcionários públicos têm sofrido um ataque cerrado por parte do governo e de alguma opinião pública mais sedenta de pôr as culpas em alguém.
Desde as ilusões do 25 de Abril que os vários políticos nos tem (des)governado ao sabor dos seus interesses e incompetências, mas agora está no poder um partido socialista (??) com maioria absoluta para poder dizer os disparates que lhes apetece e desculpar-se dos erros de governação que têm vindo a acumular.
Como funcionário público não me revejo em todas as críticas e acusações que têm feito. Há cosias erradas? Concerteza. Então mudem-nas. Mas não acusem as pessoas de delitos que não cometeram, não inventem mentiras, não repitam as mentira até elas se tornarem verdades.
A propósito disto leiam esta carta >>>