Bloco de Notas Digital


É acrise? Post 3

Publicado em economia, políticos, portugal, portugueses por Zepovinho em 15/04/2009

Dois retratos do Portugal de hoje.

Tenho muita pena que passados todos estes anos sobre o 25 de Abril de 1974 em que tantas ilusões nos foram incutidas estejamos a viver e a discutir estas questões.

- A corrupção

- As obras públicas

É a crise? Post 2

Publicado em economia, funcionários públicos, políticos, portugal por Zepovinho em 15/04/2009

Apesar da crise há alguns cromos deste país que têm recebido ordenados bem chorudos. São pessoas muito bem colocadas que aparecem muitas vezes nas TVs a comentar a situação do país e do mundo. Dão palpites, dizem que temos que fazer sacrifícios. Alguns dizem até que os vencimentos, em Portugal, têm de baixar para combater a crise. E eles? Que sacrifícios fazem?

Pois veja-se este vídeo para obter resposta a esta questão:

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Jornal+da+Noite/2009/4/edicao-de-13-04-2009-1-parte.htm

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=6&t=Economia-portuguesa-pode-recuar-3-em-2009—Silva-Lopes.rtp&article=208655

É a crise? Post 1

Publicado em políticos, portugal por Zepovinho em 15/04/2009

Estamos em crise. É o que se ouve todos os dias, mas apesar de tudo a crise não é para todos. Há boys (and girls) que vão ter “novas oportunidades”. Veja-se este vídeo:

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Jornal+da+Noite/2009/4/autarquias-em-crescimento.htm

ERC e a comunicação social

Publicado em liberdade de informação, políticos, portugal por Zepovinho em 21/03/2009

Recentemente um dirigente do PS queixava-se que a TVI, em particular o Jornal da Noite das sextas-feiras era um atentado ao profissionalismo e sentido ético dos jornalistas. Chegando mesmo a apelar à intervenção da ERC. E porquê? Porque o PS acha que há um ataque injustificado ao PS e ao primeiro ministro. Sobre o recente episódio do anúncio da RDP, e peerante as várias queixas de desrespeito pelo direito à manifestação, então agora o governo do PS diz que não intervém na política editorial da RDP.

Isto até parece uma comédia, mas não, é apenas o PS a condicionar a informação.

Declarações de José Lello + JN + SOL

Resposta de Moniz

Amordaçar

Publicado em políticos, portugal, portugueses por Zepovinho em 20/03/2009

A democracia é uma coisa muito bonita, mas ás vezes, é incómoda para quem exerce o poder pelo que há que cercear o direito a cada um se pronunciar. Umas vezes é feito às claras, outras vezes usam-se técnicas mais subliminares. O último anúncio da Antena 1 é um bom exemplo. Aparece uma imagem de uma manifestação e vê-se uma pessoa (sozinha) num carro. Ouve-se a voz da emissora a informar que existe uma manifestação e o condutor pergunta contra quem é essa manifestação. Ao que a voz da emissora responde “É contra si. É contra quem quer chegar a tempo”.

Mas que maravilha de anúncio. Mais grave ainda se nos lembramos que é da emissora estatal. Para não atrapalhar quem quer chegar a tempo o melhor mesmo é que não haja nenhuma manifestação. Assim tudo seria perfeito. Viva a democracia.

Fonte da informação – Jornal PUBLICO

Mais notícias no PUBLICO

Novo anúncio da Antena 1 é ataque ao sindicalismo, diz CGTP

20.03.2009, Maria Lopes

Intersindical apresenta queixa contra spot da rádio pública a criticar manifestações. Carvalho da Silva fala em “atitude de subserviência” ao Governo

A A RTP está a emitir um spot publicitário de promoção à informação da rádio Antena 1 que contém críticas negativas sobre as manifestações. O anúncio vai motivar uma queixa formal da CGTP ao Conselho de Opinião da RTP, estando a central sindical a analisar também levar o caso a outras entidades de regulação.
O anúncio de meio minuto mostra carros parados e, num deles, com o rádio ligado na Antena 1, a jornalista Eduarda Maio – uma das principais vozes da rádio pública e autora do livro Sócrates: O Menino de Ouro do PS, a biografia autorizada do primeiro-ministro lançada em 2008 – diz ao condutor que há ali uma manifestação. Quando este lhe pergunta contra quem é o protesto, Maio responde-
-lhe que é contra ele e “contra quem quer chegar a horas”.
“Isto não é apenas uma crítica velada; é um ataque expresso ao sindicalismo”, acusa o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, dizendo ainda acreditar que só “por pura coincidência a voz off do anúncio é a da autora do livro de valorização do primeiro-ministro”. Eduarda Maio já foi protagonista da anterior campanha da Antena 1, em que se sentava ao lado dos ouvintes para simbolizar a proximidade da estação com o auditório.
Carvalho da Silva lembra que o direito de manifestação é um direito constitucional. “A concepção individualista apresentada no spot não configura a missão de serviço público a que a rádio pública está adstrita, antes parece reflectir uma atitude de subserviência a posições de incómodo manifestadas pelo Governo relativamente à contestação das suas políticas.”
Já João Proença, secretário-geral da UGT, ainda não viu o anúncio mas critica os termos empregues: “Nesses termos o anúncio é infeliz e põe em causa um direito fundamental que é o direito de manifestação”, disse ao PÚBLICO. Até ontem à noite não fora feita qualquer queixa junto dos provedores da rádio e TV públicas.
Nos últimos dias, CGTP e Governo trocaram recados sobre a manifestação que, na última sexta-feira, juntou 200 mil pessoas em Lisboa contra as políticas económicas e sociais do Governo. O número não impressionou José Sócrates, que lamentou que “manifestantes e dirigentes tivessem enveredado pelo insulto”.

Lucros vs Desemprego

Publicado em economia, políticos, portugal por Zepovinho em 05/03/2009

No nosso país há coisas muito curiosas. Há empresas, como a Galp, que têm lucros fabulosos, mesmo neste tempo de crise. Mas mesmo assim ainda há quem ache que a forma de sair da crise é sacrificar os trabalhadores, aqueles que vivem do seu salário, mesmo que não tenham nenhuma responsabilidade na crise que atravessamos.

Vejamos esta notícia:
O lucro da Galp Energia no exercício de 2008 cresceu 14 por cento para 478 milhões de euros, anunciou ontem a petrolífera. Para este resultado contribuiu em muito o resultado do último trimestre de 2008, período em que a companhia registou um aumento de quase 200 por cento dos seus lucros, que foi de 125 milhões neste trimestre (mais 198,8 por cento).
Dois factores contribuíram fortemente para este comportamento: o chamado time lag, que é a diferença de tempo de acerto dos preços da petrolífera pelos valores internacionais e que permitiu à empresa encaixar 105 milhões de euros. O aumento das margens de refinação em 25 por cento, deu também mais 32 milhões de euros positivos à Galp.“ 
 

Para mim ainda é mais incrível quenado as pessoas que vêm propor reduções de salários para os trabalhadores são quadros ou ex-quadros de grandes empresas ou instituições públicas como o Banco de Portugal. Pessoas que receberam, ou recebem, bons vencimentos (ou reformas). Assim é fácil pedir sacrifícios aos outros…

Para cúmulo ainda há a notícia de que os eurodeputados vão passar a ganhar o dobro. Como se vê há uma enorme crise e é necessário que os políticos sejam os primeiros a dar o exemplo. Qual exemplo? Aumentar os seus vencimentos para o dobro, claro!

Fontes de informação:
Galp
Declarações de Silva Lopes
Vencimento dos eurodeputados

Este governo não serve!

Publicado em opiniões, políticos, portugal, portugueses por Zepovinho em 01/01/2009
O BALANÇO, A ENTROPIA FUNERÁRIA E O CAMINHO


Vasco Graça Moura
Escritor

O verdadeiro balanço político nacional do fim do ano de 2008 é fácil de fazer e cabe em quatro palavras: este Governo não serve! Ao longo dos 12 meses que passaram foi isso exactamente o que ficou demonstrado em todas as áreas.

O Governo não construiu nem apresentou soluções válidas. Pensou tudo em função do ano de 2009 e dos três actos eleitorais que nele hão-de ter lugar.

Alucinado com essa perspectiva, o Governo mostrou ser apenas capaz de propaganda intensiva e descabelada, na comunicação social e fora dela.

Fez promessas e, como de costume, não as cumpriu.

Falhou em toda a linha.

Anunciou melhorias quando as coisas estavam a piorar e depois desculpou-se com as piorias.

Tornou-se uma caricatura de si mesmo, obstinando-se em reivindicar os resultados mais inverosímeis.

Deu o dito por não dito, sempre que lhe apeteceu e com a maior desfaçatez.

Gozou de uma considerável impunidade na comunicação social e na opinião pública.

Na verdade, este Governo andou sucessivamente a desfrutar os portugueses.

E foi tomando conta de sectores-chave, colocando os seus peões em postos fundamentais de comando, chamando a si o controlo de bancos, empresas e projectos de interesse estratégico e estruturante.

Não resolveu um único dos grandes problemas do País, antes contribuiu para que todos se agravassem e para que as soluções venham a sair mais caras.

Não teve prudência, nem coragem nem competência.

Não soube escapar à tentação dos projectos faraónicos que continua a anunciar.

Não soube ouvir mesmo aqueles que lhe es- tão próximos e se mostraram alarmados com essas perspectivas.

Não soube utilizar os fundos europeus, provocando atrasos inadmissíveis na sua aplicação, com o intuito de concentrar tudo no ano eleitoral de 2009.

Não soube estimular o investimento privado, nem modular devidamente o investimento público.

Não soube aliviar a carga fiscal mais pesada e asfixiante da União Europeia, nem diminuir a despesa e o peso do Estado.

Não chegou a nenhum resultado expressivo no tocante à desburocratização e à descentralização.

Não conseguiu tirar Portugal da cauda da Europa de todos os indicadores importantes.

Não soube estimular o tecido empresarial das pequenas e médias empresas, nem encontrar formas de apoio adequado para elas.

Não foi capaz de pensar a solidariedade e a coesão social em função dos aspectos mais graves e chocantes.

Não soube resolver os problemas da Saúde.

Muito menos resolveu os da Educação e do Ensino Superior ou os da administração da Justiça.

Não soube assegurar a segurança de pessoas e bens.

Não foi capaz de elaborar um Orçamento realista e credível.

Da falta de governação prudente e competente, segue-se agora uma muito maior exposição aos efeitos negativos da crise internacional.

O Governo não conseguiu estimular ou desenvolver eficazmente qualquer dos aspectos que poderiam ter tornado o País mais bem preparado para fazer face aos grandes problemas e desafios: educação, inovação, competitividade, qualificação profissional, plano tecnológico, educação ao longo da vida, novas oportunidades. Em todas ou quase todas essas áreas se sucederam as inverdades propagandísticas com amplo patrocínio e descarada participação do Governo.

Não conseguiu sustar nenhum dos aspectos que prenunciaram a crise e se agravaram (e vão agravar ainda mais) a partir dela: encerramento e deslocalizações de empresas, falências, aumento do desemprego, quebra de produtividade, crescimento negativo, desigualdade crescente de rendimentos, risco real de pobreza e de exclusão social, desânimo generalizado.

O catálogo poderia ser levado muito mais longe.

Graças ao Governo, Portugal é hoje uma entropia funerária, isto é, uma medida de avanço para o caos.

É patente que este Governo não serve.

Se não serve, há que substituí-lo o mais depressa possível.

O PSD tem de garantir que isso vai acontecer. De resto, só o PSD tem condições para fazê-lo.

O ano de 2009 abre todas as possibilidades nesse sentido. O balanço de 2008 mostra o caminho para 2009.

Pessoalmente não tenho a certeza que seja o PSD a ter condições para melhorar o atoleiro em que estamos, mas antes de mais nada é preciso mudar de políticas e de atitude. Chegar de enganar os portugueses e de lhes criar uma ilusão de propaganda.

Há gente com uma lata…

Publicado em portugal, portugueses por Zepovinho em 11/12/2008

“Não se trata de oprimir médicos, professores, juízes, funcionários ou polícias, mas de alinhar os seus benefícios com os respectivos contributos para o bem comum. As regalias de que gozam podem ser desejáveis em abstracto, mas ainda não são sustentáveis.”
José Cesar das Neves, Diário de Notícias, 14-07-2008

Mas que coisa tão interessante.

Com que então estes senhores funcionários do estado têm muitas regalias que não são sustentátaveis?

E então os cargos políticos, os dirigentes dos institutos e das empresas públicas? As reformas acumuladas de deputados e outros que tais, os subsídios de reintegração, os gasros em assessores e em estudos? Esses são sustentátaveis?

Os lucors desmesurados de algumas empresas, os lucros da actividade bancária, as fugas ao fisco de qualquer empresário lusitano? Esses são sustentátaveis?

E as grandes diferenças salariais? Essas são sustentátaveis?

Sabem o que vos digo. AREIA para os olhos é o que certos comentadores nos sabem atirar.
Prezo muito em manter os olhos bem abertos!

Tirem a venda da justiça

Publicado em justiça, políticos, portugal, portugueses por Zepovinho em 30/11/2008

2008-08-18
JN
Mário Crespo

O infinito disparate do tribunal de Loures de tratar da mesma maneira o militar da GNR que tentava deter um grupo de assaltantes e os próprios assaltantes ilustra o maior problema de Portugal nesta fase da sua vida democrática.

Se juízes e procuradores em Loures não conseguem distinguir entre crime e ordem mantendo as suas decisões num limbo palavroso de incoerências politicamente correctas e medos de existir, nada nos defende da desordem. A disléxica significância actual do estatuto de “arguido” que permite na mesma penada dar rótulos idênticos a criminosos e agentes da ordem pública é um absurdo em qualquer norma civilizada.

Esta justiça, ou ausência dela, faz de Portugal um país perigoso para se viver em 2008. O militar da GNR chamado para restabelecer a ordem e o “pai” foragido da prisão que levou o filho num assalto não podem ser tratados da mesma maneira por um justiça que meramente cumpre rituais de burocracia. A cegueira da crise na justiça está a originar que a mensagem pública que surge destas decisões agudize a sensação de insegurança e fragilize a capacidade do Estado de manter a ordem pública.

Chegou a altura de retirar a venda da justiça em Portugal para ela ver para onde está a levar o país, aplicada como tem sido num sinistro cocktail de sabores do PREC, heranças do totalitarismo, inseguranças políticas, ambiguidades e ignorâncias cobertas por mantos diáfanos de academia-faz-de-conta.

Nesta rapsódia de dissonâncias que é a interpretação apriorística e receosa de normas mal definidas, mantém-se sem conclusão o julgamento da Casa Pia que nestes anos todos perdeu qualquer hipótese de juízo sério. Não se consegue entregar Esmeralda a quem lhe garanta a infância normal a que tem direito porque Esmeralda teve o azar de nascer num país onde o Direito não é normal. Caímos no ridículo internacional com a instrução desastrada e provinciana do caso McCann onde tudo falhou. Da letra da lei, à sua interpretação, à sua aplicação. E agora em Loures diz-se ao país que é a mesma coisa tentar manter a ordem em condições extremas e levar um filho num assalto depois de se ter fugido da prisão. É tudo arguido com a mesma medida de coação.

O que a Judicatura e a Procuradoria de Loures mostraram ao País não foi que a justiça é cega. Foi a cegueira da justiça em Portugal. Disseram que é a mesma coisa ser-se um cidadão militar agente da lei e um foragido apanhado em flagrante, armado com calibres letais e disfarçado com identidades falseadas.

A continuar assim teremos que bramir armas em público como os mais fundamentalistas intérpretes da Constituição americana dizem que podem. E temos que ir dormir a condomínios privados porque a cidade e as zonas rurais estão a saque dos grupos que nomadizam armados à espera de uma aberta, e nós teremos que nos defender.

Precisamos de procuradores capazes, juízes justos e de um ministro da Justiça que consiga administrar os meios do Estado. Obviamente não os temos no actual quadro do funcionalismo público. Por favor subcontratem. Estrangeiros mesmo, que os há muito bons, porque a coisa aqui está preta.

Eles comem tudo e não deixam nada…

Publicado em economia, políticos, portugal, portugueses por Zepovinho em 05/11/2008

“Um país em que o Estado é obrigado a indemnizar accionistas que contribuíram para o descalabro de um banco é um país que promove a falcatrua como modo de vida.”

Paulo Ferreira, “Jornal de Notícias”, 5 de Novembro de 2008

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